quarta-feira, 9 de março de 2011

CARNAVAL 2011 - DO LUXO AO LIXO

Carnaval de Maricá, do Luxo ao Lixo!

Até aos finais dos anos 80, este município, era considerado uma região praiana comparável a Búzios e com construções de casas de veraneio sofisticadas, hoje tenho muita pena da infância que já conta com falta de preparo social e funcional da cidade. Lembro em minha infância ir aos clubes, brincar o carnaval, levada pelos meus pais que se sentavam em mesas, muitas vezes compradas com antecedência para nos ensinarem o comportamento que os seus pais, meus avôs lhes haviam também ensinado. Enquanto se socializavam com vizinhos e conhecidos, vivíamos um carnaval muito distante destes visto na televisão e nas ruas o qual não censuro pelos tempos que atravessamos, mas também não apoio por entender que não trazem valor cultural agregado.

No entanto, o retrato de Maricá/RJ, é uma cidade em que desembarcam os forasteiros menos preparados, os predadores, aqueles que não consomem, querem aproveitar tudo e deixam o lixo em local indevido. Não esquecendo que nem sequer usam pousadas (pois não tem recursos para isto), acampam em faixa marginal de lagoa, área protegida, tomam banho, defecam e comem por ali. Um conjunto de cabanas, tendas e caminhões (até mesmo carro-pipa) se instalam nestes locais, providencialmente queimados dias anteriores, por agentes disfarçados, mas depois que escutei que até vereador iria acampar entorno da lagoa (repito não é permitido por lei), vêem aqui um anarquismo propício a este tipo de comportamento.

Se a prefeitura e seus representantes o fazem porque não fazemos igual ou pior? O turista é o reflexo daquilo que é oferecido, se não temos nada, somente os miseráveis (nem que sejam só de espírito) é que estarão por aqui. Se oferecermos locais limpos, conservados e demais necessidades de infra-estrutura, teremos um turista diferencial e oportuno, e assim os outros nem perto passam, hoje só estão aqui por que vislumbram o oportunismo até mesmo financeiro.
Durante um passeio de fim de semana optamos seguir pela estrada de Jaconé, passando por Ponta Negra, na ida vi cenas deprimentes e acampamentos desordenados em áreas irregulares (até porque aqui em Maricá, não existem um campings próximos às orlas em áreas delimitadas com sistema de estacionamento, luz, água, sanitários e refeitório), lixo e desordem. Imagem que muda significativamente ao sairmos da Cidade, no retorno, refizemos o mesmo caminho, e ficamos parados sobre a ponte do canal que liga Ponta Negra á orla, diante de obscenidades, desordem, sujeira, comércio ilegal e tantas outras coisas. Muitos destes vieram destas barracas de acomodação e provavelmente nunca retornarão, sem referência, sem contato, completamente anônimos, que também jamais saberemos de onde vieram, suas histórias e para onde irão.

Em algum momento nós tendemos a ser solidários, arriscando nossas próprias vidas, ou seremos vândalos demais, numa debandada humana como num arrastão, sem temer sanções. Em ambos os casos sentem-se encorajados porque pensam que as outras pessoas na multidão provavelmente irão apoiar seus comportamentos, e até mesmo aplaudir. Deveria haver policiamento, guardas de transito entre outros serviços de ordenamento público em eventos como estes que são públicos e esperados, isto faz parte de um planejamento prévio e qualificado para estruturação de qualquer ação em que multidão seja mobilizada. Não havia apoio policial, nada neste sentido, só indivíduos protegidos por este anonimato ainda indecifrável se do bem ou do mal, talvez no liminar dos dois sentimentos, esperando somente uma fagulha para usar como ignição.
Enquanto alimentarmos e permitirmos mentiras como a do encontro de motociclistas, onde mais de 50 mil estiveram naquele local (no domingo eram aproximadamente 3 mil, se tanto) e lotaram aquele espaço restrito, se fossem 50 mil teríamos um evento de visibilidade nacional! Acredito que até a chuva tenha sido propicia, refrescando os espíritos, lavando as almas e hidratando com segurança.

Cada vez mais temos menos a oferecer aos nossos filhos, nos trancamos em nossas casas como o ultimo refúgio de nossa segurança, na esperança que passe logo, muito ao contrário do passado quando torcíamos para que se prolongasse indefinidamente, nas nos socializamos nem integramos por receio que tirem vantagens sobre nós. Certos conceitos precisamos resgatar, outros renovar, pensem nisso, que mundo estamos deixando, não para nossos filhos, mas para nossos netos?

Ana Paula de Carvalho, membro do movimento Luto por Maricá

segunda-feira, 7 de março de 2011

INVESTIMENTO MORAL

Você já pensou no que significa investir na moral?

Talvez tenha notado a grandiosidade daqueles que ficaram conhecidos na terra como agentes do bem, e tenha se achado impotente para essas grandes realizações.
No entanto, considerando que moral é a regra de bem proceder, entendemos que investir na moral pode ser mais fácil do que imaginamos, com gestos mínimos que, acumulados, resultam em grande soma.
Quando oferecemos nosso assento, no coletivo, a uma pessoa que precisa mais do que nós, estamos procedendo bem.
Quando não buzinamos e evitamos que algum enfermo ou uma criança que acaba de dormir acorde, agimos bem.
Um comentário maldoso que não levamos adiante, é bem proceder.
Um minuto de atenção a alguém que nos pede uma informação na rua, é pequena parcela de bem que estamos acumulando em nossa moralização.
Um pedaço de papel que ajuntamos na rua, fazendo com que nossa cidade fique mais limpa, é parcela de bem somada em nossa economia moral.
Quando economizamos papel higiênico, água, papel toalha, em banheiros de shoppings ou públicos, em restaurantes ou na empresa onde trabalhamos, estamos agindo no bem.
Se moral é a regra de bem proceder, sempre que procedemos bem, estamos agindo com moralidade.
E agir no bem quer dizer agir com imparcialidade, ou seja, o bem não seleciona, não discrimina, não premia, não faz concessões que o desfigurem.
As horas do dia são as mesmas para todos, mas o que cada um realiza com os minutos é que dá o tom de moralidade ou de imoralidade às ações.
Nós podemos escolher sempre o bem, mesmo nas pequenas atitudes. Isso, ao longo dos anos, nos permitirá acumular uma grande soma de valores que nos garantirá a paz de consciência.
Ao contrário, se optamos sempre pelo mal proceder, geralmente mais fácil, dando vazão ao egoísmo e ao orgulho, acumularemos imensa soma de desgostos e dissabores, tornando-nos uma pessoa amarga e infeliz.
Assim, cada instante de nossa vida é uma oportunidade de investir em nossa moralidade.
E para investir com proveito é necessário o devido esforço para orientar a nossa conduta pela razão.
Fazendo sempre uso da razão para nos conduzir as ações, teremos mais chance de lograr êxito na intenção de bem proceder.
E usar a razão com discernimento, é dar a mesma importância aos interesses de cada indivíduo que será envolvido por aquilo que fazemos.
Agindo assim seremos um agente moralizado, um agente do bem, mas um agente moral lúcido e não piegas que age mais por indução ou temor do que por convicção.
O exame sistemático de tudo o que fazemos, considerando de maneira imparcial os interesses de todos que serão afetados por nossas ações, e optando pela atitude que mais benefícios e menos prejuízos causem a todos, é ser um agente moral consciente.
Ouvir a razão, sempre, e examinar as implicações de nossas atitudes, é desejar uma sociedade melhor, mais justa e mais feliz. Ainda que isso signifique ter que rever algumas convicções prévias.
Saber a melhor maneira de viver é o grande desafio da atualidade.
Se consideramos que as mais notáveis diretrizes de bem viver, jamais superadas por quaisquer teorias, foram as do Sábio de todos os tempos, Jesus, então precisamos rever nossos conceitos.
Não fazer aos outros, o que não gostaríamos que os outros nos fizessem: eis a receita para quem deseja ser um agente moral lúcido.

Fazer aos outros, o que gostaríamos que os outros nos fizessem: eis a chave para ser um agente do bem.

Pensemos nisso!

Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita.

URGENTE: CONVOCAÇÃO ELEITORAL DO CONSELHO MUNICIPAL DE MEIO AMBIENTE

URGENTE – SOBRE MEIO AMBIENTE EM MARICÁ

A quem possa interessar,

Desde já devemos nos unir e mobilizar num processo de resgate de nossa dignidade, legitimação dos atos e instrumentos de gestão pública, e acima de tudo a participação popular nestes colegiados de maneira a garantir posicionamentos fielmente representativos.

Ao ler em um dos blogs na internet tive o conhecimento da Convocação Eleitoral do Conselho Municipal de Meio Ambiente, que já começa informando que é bipartite (Poder Público e da Sociedade Civil), atento que este é muito perigoso, pois eles já começam com 50% a favor deles, onde hoje verificamos que na maioria dos conselhos legítimos utilizam o tripartite (poder público, setor produtivo, entidades sociais e ambientalistas), que pode nos favorecer, pois participamos das eleições e podemos votar por aquela que acreditamos atender nossas expectativas, podendo garantir o máximo de 33% para o governo e podemos até alcançar 66% numa situação em que muitas vezes sejam de interesse deles e não do coletivo. No caso anterior poderíamos até nos identificar com tais representantes do setor produtivo, pois eles estariam nos nossos 50%, mas mesmo assim jamais conseguiríamos 51% em qualquer pleito!

Temos que atentar que a gestão em que estamos, vêm se fortalecendo pelo número de pessoas que se comprometem com o sistema, e acredito que estes já se mobilizaram na tal reunião que aconteceu sexta-feira na casa digital anuncia nos jornais locais, e que naquele encontro, coincidentemente, estiveram presente 10 moradores e os mesmos Secretários relacionados no edital (JOM 07/02/11), representantes de associação (sendo 1 do COMCID). Eles já estão se articulando! Pois são necessários 10 representantes da sociedade civil.

Precisamos também fazer a nossa reunião preparatória urgentemente, pois acredito que a divulgação às vésperas do carnaval (nem todos tem acesso ao JOM regularmente) e com data de inscrição até sexta-feira 11/03/11, é muito providencial para o governo no sentido de despistar o foco do problema! Precisamos garantir a inscrição de mais de 10 elementos das nossas organizações civis e que este processo que publicaram no JOM seja revisto como uma preparatória e façamos que aquele colegiado seja tripartite.

São três anos de mandato, e vão ao encontro de assuntos polêmicos de grandes empreendimentos, royalties e fundo de conservação ambiental, assuntos estes que até o momento não nos representam. E, é clara a intenção de excluir entidades através das exigências, e falta de divulgação.

Como mais uma vez constatado por este processo, a atual gestão prima pela falta de transparência e participação, pois já poderia existir um grupo plurissetorial e democrático que estabelecesse tais regras para formatação deste edital, principalmente no que tange á sua constituição. É primordial que este colegiado seja Tripartite (2ª. Prioridade) para que possamos garantir voz e voto.

Temos que atentar que também podem ser escolhido por votação quais são os representantes do poder público, lembrando a importância neste colegiado da participação de órgãos como a CEDAE, INEA, Comitê de Bacia Hidrográfica, que não sejam só convidados, e sim que integrem os trabalhos em nossa cidade, já que até os recursos do FUNDRHI Maricá não serão beneficiados para elaborar seus planos de saneamento, através do plano diretor de recursos hídricos da Região Hidrográfica da Baía de Guanabara.

Devemos nos organizar desde já. Pois até dia 11 de março precisamos ter 10 ou mais pessoas/entidades solidárias ao trabalho transparente e competente para nossa sociedade, e garantir que no dia de 16 de março estejam presente estes 10 ou mais para votarmos naqueles que escolhemos para nos representar de fato (1ª. Prioridade). Outra possibilidade é de buscar junto á Câmara de Vereadores (como representação de Governo), que impeça diante o interesse de participação de tal colegiado, inclusive levantem a possibilidade de uma gestão mais democrática no sistema integrado Governo e demais setores, e reforço que só teremos mais representatividade, se mais pessoas nos apoiarem presencialmente no dia 16 de março às 9:00 na Casa de Cultura.

Att.
Ana Paula de Carvalho, membro do movimento popular apartidário LUTO POR MARICÁ

Observação: atento que o Sr. Tiago de Paula (Secretário Executivo do Fundo Municipal de Proteção e Conservação Ambiental de Maricá) que enviou o edital de convocação apresentou tal posicionamento no Face book conforme imagem abaixo:

QUEM NÃO QUER EMISSÁRIO, NÃO QUER OUVIR DE COMPENSAÇÃO!
QUEM QUER ESCLARECIMENTO, QUER TRANSPARÊNCIA!
NÃO ACEITAMOS NADA NA SURDINA!

Precisamos esclarecer este tema orientando e informando á população, decidir sobre este e outros grandes empreendimento é um DIREITO da comunidade! E, não de pessoas (técnicos ou não) intercederem em nosso nome em detrimento da própria desinformação que propagam

Tudo isto sem perder o foco na prioridade de fazer o Conselho de Meio Ambiente de Maricá além de legítima representação comunitária, um colegiado com princípios morais e éticos na transparência de todas e quaisquer ações em nosso Município.

Fontes:
JOM DE 07 de fevereiro de 2011 - http://www.marica.rj.gov.br/jom/jom_239.pdf
http://www.mma.gov.br/port/conama/conselhos/conselhos.cfm

sábado, 5 de março de 2011

Arrombando no Carnaval de Maricá!

Arrombando no Carnaval de Maricá!

Durante as férias de janeiro, do qual meus filhos participaram do Projeto Botinho, atividade ministrada pelo corpo de bombeiros a nível estadual com muito sucesso por mais de 50 anos, tive a oportunidade de conversar com pessoas de todas as camadas sociais. Ouvi muitos relatos de pessoas que adorariam morar aqui (sem saberem das mazelas municipais) e de outros que regularmente utilizam este hoje “balneário” como opção de lazer nas férias programadas ou sazonais.

Dentre muitos assuntos que me chamaram a atenção, um deles só ficou evidente neste momento de proximidade do Carnaval, pois até então surgia na mente como uma hipótese remota de sucesso, ainda que conceitualmente fosse plausível. Entretanto, vi uma situação no mínimo inconsistente com tudo aquilo que acredito, com a chegada desta festa que como todo o povo Brasileiro, simpatizo, não só por ser um evento de extrema exteriorização pessoal e coletiva como também pelo período de confraternização e reflexão.

Um conhecido que aluga regularmente uma casa na Barra de Maricá, já havia me confidenciado que em algum momento haveria interesse em fomentar um pequeno negócio em nosso município, ora que fiquei muito contente em saber que tal pessoa empreendedora tinha planos que se estabelecer aqui, trazendo novas aspirações e possibilidades de comércio, para um local tão combalido nos últimos anos pela concorrência desleal de camelôs e afins, subtraindo dos comerciantes já inseridos na economia local, pagadores de contribuições e empregadores regulares seus rendimentos. Esta poderia ser uma Boa Nova.

Resumidamente o fato é este; Esta pessoa conhecida, pela qual não posso deixar de ter o meu apreço, independente do incidente (acidente involuntário), ainda que venha a fazer algumas vítimas indiretas e traga transtornos à localidade, decidiu neste verão, em conformidade com os outros divisores do espaço de locação que são aproximadamente 3 a 4 famílias por a cada casa de sala dois quartos, cozinha e banheiro, mas que pelo valor de R$ 450,00 por mês torna-se uma pechincha para os seus usuários, que montaria uma barraquinha na praia!

Pois então, esta concorrência se estabelece junto aos comerciantes devidamente legalizados, uma vez que pessoas estranhas ao ambiente resolvem de forma ilegal comercializar produtos de origem duvidosa ou não, mas que não trarão receita tributária ou agregadora para que a economia seja revitalizada. Mais agravante é que sabidamente não haverá por parte dos órgãos fiscalizadores uma coibição de tal pratica, estamos com absoluta certeza entregues ao Mercado das Pulgas, Acari dos anos 80 mudou apenas de endereço, vale tudo, desde o produto roubado, que pode ter custado a vida de outra pessoa, até á água de coco bem gelada.

Assim como acontece nos grandes engarrafamentos, e sabedora de que as pessoas nunca questionam onde os ambulantes lavam as mãos após fazerem suas necessidades nas vias, já que o comercio adjacente não permite a utilização dos seus sanitários, e pegam nos gargalos dos refrigerantes e pacotes de biscoitos com o ácido úrico ou coliformes ainda ativos em suas falanges! Todos querem saber é de incentivar o comércio de rua de procedência duvidosa, acintosa, interrompendo as vias de acesso, colocando a vida de pessoas em risco até porque se expõem a riscos de todos os tipos.

Sendo assim, a finalidade é um pequeno negócio temporal (pelo período de duração) de venda na areia de todos os tipos de produto que já adquiriram em mercado do Rio de Janeiro, os quais após o consumo indiscriminado serão descartados nas nossas praias e rede de “coleta de resíduos urbanos”. Resumidamente estes “estrangeiros” estão a bem da verdade, trazendo produtos que serão consumidos pelos “turistas”, que descartarão suas embalagens como lixo o qual seremos obrigados a recolher, pagando o preço normal de tonelagem que aumentará neste período e que em contrapartida, não deixarão qualquer tipo de beneficio para o nosso município e sim a despesa de coleta e evasão de divisas!

São turistas que não consomem aqui, trazem tudo de fora, sublocam seus espaços entre famílias, se aproveitam do momento para pagar a estadia e ainda levam os recursos adquiridos para fora, não permitem o desenvolvimento do comércio local e ainda geram resíduos que serão contabilizados para os moradores, que já não possuem sequer suficiência para sua rotina. Isto é, além de não acrescentarem nada, ainda depredam o que existe. Por isto, se queremos ter a nossa economia embasada em turismo, como vemos em muitos locais, não devemos permitir esta estratégia predatória, mais impactante que muitos empreendimentos no sentido sociocultural de nossa região que se apropriam desta fragilidade administrativa em que vivemos.

Ou mudamos o conceito de turismo aqui ou passaremos a conviver com a ilegalidade em todos os segmentos, porque em algum momento as pessoas estabelecidas também irão mudar para a informalidade.

Ana Paula de Carvalho

quinta-feira, 3 de março de 2011

CARTA ABERTA AO PMDB


Carta Aberta ao PMDB

Partido do Movimento Democrático Brasileiro – Executiva Municipal

Nova Solicitação de Posicionamento Público/Partidário

Ao Exmº Presidente do PMDB Executiva Municipal
Sr. Ricardo José Queiroz da Silva

Assunto:
Nova Solicitação de Posicionamento Público do partido PMDB, na esfera administrativa do Executivo Municipal, sobre denúncias e CPIs instauradas em Maricá/RJ que visam apurar irregularidades da Prefeitura.

Justificativa:
Diante ao anúncio do Presidente da Câmara Luciano Rangel Júnior em plenária do futuro afastamento do Vereador Jorge (Castor) Luiz Cordeiro da Costa, e devido a imoralidade diante de seu voto na plenária de ontem 28/02/11, a ilegalidade de sua atitude diante do artigo 24 da Lei 9.096/95, existe a expectativa sobre o posicionamento do seu primeiro suplente e se necessário do segundo suplente, se estes averbarão em plenária conforme apresentado pela mídia local do PMDB do Executivo Municipal.



Maricá, 02 de março de 2011

Prezado Senhor,
O Movimento popular apartidário LUTO por Maricá através de seus representantes e verificando denúncias e CPIs instauradas pela Câmara de Vereadores da Cidade de Maricá e suas apurações, vêm respeitosamente solicitar o posicionamento do Partido PMDB em sua esfera executiva municipal, através de seu Presidente, para tais resultados.
Evidenciamos aqui a necessidade de o Diretório Municipal atentar ao futuro representante do PMDB naquele colegiado, seja o primeiro ou segundo suplente, que o cargo pertence ao partido político e não à pessoa física eleita ou de suplência, inclusive não pertencendo a coligação. Isto porque, a eleição para o referido cargo se dá pelo sistema proporcional, somente logrando êxito o candidato na dependência do peso eleitoral da Legenda pela qual disputa o cargo de Vereador.
Evidencio que conforme a Resolução nº 22.610/2007 sobre fidelidade partidária, a renúncia ou o afastamento do candidato eleito, deve-se obedecer ao mandato parlamentar conquistado no sistema proporcional que pertence ao partido político. Fica assim evidenciada a importância da condução ideológica e orientação de posicionamento a destes seus representantes no legislativo municipal em Maricá.
Devemos, a todo o momento, lembrar que no artigo 87º parágrafo único, do Código Eleitoral é bem claro que sem o partido, o candidato não pode concorrer nem se eleger, assim como no artigo 17, parágrafo 1º, a Constituição assegura aos partidos estabelecer normas de fidelidade e disciplina, que são indispensáveis para a legitima representação em qualquer pleito.
Não podem permitir a inércia de legislar sobre temas que interessam à ordem pública, nem mesmo a omissão diante posturas e condutas de seus filiados com representação em governo. Basta a omissão do partido do gestor executivo, que em tempo algum reconhece o erro que é esta administração. É urgente coibir agremiações partidárias, através do indivíduo que visa tão somente o próprio interesse pessoal e as conveniências políticas, inclusive do eleito, estas incluindo as benesses distribuídas por quem detém o Poder no momento.
Os partidos é que elegem um determinado número de congressistas, deputados ou vereadores, segundo o quociente eleitoral. Sendo assim, consideram-se eleitos os candidatos na ordem dos votos individuais recebidos, mas que são contados ao partido. Assim como se poderia sustentar o mandato eletivo que pertence ao povo, face ao artigo 1º em seu parágrafo único da Constituição Federal, assim como disposta no artigo 2º do Código Eleitoral onde afirma que o poder pertence ao povo, que o exerce através de seus representantes, sendo claro que o eleito seria apenas um mandatário e não o titular do direito.
Por isto, solicitamos que o eleito e seus suplentes dignifiquem suas posturas conforme diante a legenda deste partido, onde estão obrigado, moral e legalmente, a representá-la conforme a intenção da agremiação que lhe concedeu legenda. O vínculo partidário é a identidade política do candidato.
É claro no artigo 24 da Lei 9.096/95, conhecida como lei dos Partidos Políticos, onde diz que “o integrante da bancada de partido deve subordinar sua ação parlamentar aos princípios doutrinários e programáticos e às diretrizes” estabelecidas pela legenda. Toda a condução ideológica, estratégica, propagandística e financeira é encargo do Partido Político, sob a vigilância da Justiça Eleitoral, à qual deve prestar contas.
Vale referenciar a importância da decisão do TSE quanto à fidelidade partidária, da conseqüência aos membros dos legislativos representantes ao fortalecer os partidos políticos. Assim como a moralização das condutas, exercício legítimo e a postura do cumprimento do mandato parlamentar. Ciente que o mandato político, sendo uma delegação de poderes outorgada pelo povo, não pode ter preço ou ser comprada em troco de vantagens.
Por este motivo solicitamos respeitosamente ao PMDB, na esfera administrativa do Executivo Municipal, uma especial atenção ás denúncias e CPIs instauradas em Maricá/RJ que visam apurar irregularidades do poder executivo que serão pautas de plenárias. Não permitam a intenção declarada de favorecer o gestor executivo deste município contra a vontade popular mesmo diante às alianças Estaduais e Federais. Pois a aliança PT e PMDB nesta realidade, não podem ser comparáveis a qualquer outra esfera e aqui também não faz jus às declarações de intenções e posicionamentos do partido.

Atenciosamente,

Membros do Movimento Apartidário Luto por Maricá

quarta-feira, 2 de março de 2011

A ACOMODAÇÃO DO POVO BRASILEIRO

Posicionamento
Publicado em 5 05America/Sao_Paulo junho 05America/Sao_Paulo 2010 por barlaventoesotavento
Para que as coisas mudem é necessário que as pessoas queiram mudar e que essas mudanças sejam objetivas, o que vejo com muita freqüência é que ninguém quer estar envolvido ou comprometido com esta ou aquela causa, beira um pouco a hipocrisia mas é compreensível. Sempre noto que muitos querem ganhar na loteria, mas nem ao menos se dão ao trabalho de fazer um cartão de apostas e ainda assim fazem planos com o que fariam se ganhassem o premio, portanto, se queremos atitudes devemos nos posicionar sim e muito claramente, isso não quer dizer que seja certo ou errado, apenas que temos opiniões e metas diferentes.

Sou muito convicto de minhas idéias e não obrigo ninguém a segui-las, não devemos converter as pessoas pela submissão e sim pela empatia, causas comuns. Alguns estarão satisfeitos com a governabilidade atual outros não, aos que estão satisfeitos acho que devem fazer uma avaliação da situação na sua totalidade e ver se a sua satisfação atinge os demais, aos que estão insatisfeitos recomendo que procurem ver com objetividade onde estão as falhas e enumera-las para que possam ser publicadas e corrigidas.

Só a união popular em prol do bem estar comum poderá trazer mudanças benéficas para todos sem o favorecimento das minorias e degradação da administração pública.

Duarte Nuno Silva

terça-feira, 1 de março de 2011

LUTO POR MARICÁ BATE RECORDE DE ACESSOS


O blogsite LUTO POR MARICÁ bateu novo recorde de acessos em 2011. No último mês foram 409 acessos (o melhor número desde a criação do quadro de estatísticas do Google). Queremos agradecer a confiança de nossos leitores, amigos e anunciantes.